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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Só a dinheiro... Vivo!

Texto para aula de Produção de texto – Tecnologia
Profª Eloiza de Oliveira


Comerciantes promovem boicote aos cartões. No Bom Retiro, as lojas querem exigir um valor mínimo de pagamentos em cartões (R$50,00 no debito e R$100,00 no credito), muitas lojas já nem os aceitavam mais. Há cerca de seis meses, a recusa está aumentando por parte das lojas que os aceitavam, e com isso a circulação de cheques vem crescendo muito mais do que o imaginado.

Quando questionados sobre esse assunto, os donos das lojas não comentam nada sobre o ocorrido, uma das únicas que deram declaração foi uma gerente de loja que só aceitou falar em condição de não ter o nome divulgado “As taxas cobradas pelas operadoras dos cartões são caras. Quando chega a época de liquidação, deixamos de pagar, porque a maioria das peças é vendida a R$20,00 e alguns comerciantes a partir daí param de vez. Depois que um faz isso, os vizinhos vão atrás.”

As operadoras dos cartões se pronunciaram dizendo “Que as porcentagens são compatíveis com os serviços prestados” Visa, já a Mastercard não respondeu às críticas.

Economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Ronaldo Agineu diz: “Sempre há muita reclamação quanto às taxas, que giram em torno de 4% a 5%, dependendo do segmento. O problema atinge mais os pequenos, que não possuem poder de barganha para negociar. Periodicamente, aparecem movimentos de protesto localizados, os quais não conseguem resistir por muito tempo por causa da concorrência.”

á os clientes insatisfeitos reclamam “Viemos do ABC para comprar um vestido de festa, mas, apesar do alto preço, R$200,00 não pudemos pagar com cartão. Absurdo, ninguém sai com bastante dinheiro na carteira hoje em dia.” Diz a cliente Izelte Borges, com a filha Bárbara, que corriam para uma agência de banco a fim de sacar dinheiro. Na esquina do banco, encontramos a Loja Malagueta, com grandes placas alertando o consumidor: “Não aceitamos mais cartões. Favor não insistir”.

sábado, 3 de setembro de 2011

Espelho

"Stefanny, jornalismo não dá dinheiro!"

Olá, me chamo Stefanny, tenho dezoito anos e estou cursando o segundo semestre de Jornalismo na USCS. Moro no Grande ABC desde que nasci e não quero ser rica.


Eu quero viver de investigação, assessoria de imprensa, redação, aúdio e vídeo.
Não quero viver de dinheiro. Não dá pra mastigar, o papel é amargo, sujo, fedido...
Quero viver de fotografia. Analógica ou digital. Abertura do diafragma, obturador, ISO.
Não quero aplauso. Gera inveja, ganância, rancor, ódio.
Quero mais idas ao zoológico, mais museu, mais ibirapuera, mais dias sem fazer nada.
Não quero trabalhar das 8h as 17h dentro de um escritório em cima de uma fábrica.
Quero ligações de madrugada, quero noites viradas na agência, quero correr atrás...
Chega de recursos humanos, contribução de FGTS, INSS, PIS e afins.
Quero mais amor, quero mais risadas, quero tudo aquilo que eu sinto falta mesmo antes de ter.
Acabou a dor, o stress, Today I don't fell like doing anything!
Não quero ser rica, não quero passar por cima de ninguém, muito menos ser fútil.
Quero ser feliz, me manter, me casar. Ter filhos, por quê não?
Viver daquilo que gosto, ouvir "nãos", ver portas fecharem só para ter o gosto de abrí-las de novo...
Porque todo esse esteriótipo de beleza, dinheiro, administração e os cacetes?
Quando eu disse que queria ser mais uma estatística? Onde eu assinei?
Vou rasgar tudo, vou meter as caras, NÃO TENHO MEDO.
Não vou abrir mão daquilo que quero.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Ah, sou tão Madalena

"Madalena não entende, esse vazio tão cheio,
A agonia da falta de não ter
E ela não sente, não entende o seu presente,
Não quer aquilo que não pode escolher"

E todo dia eu o vejo. Lindo, barbudo e com cara de mau. Sou a Chapeuzinho Vermelho; ele, o Lobo. É algo inatingível, inimaginável, impossível. Mas sempre foi assim. Eu posso ter o mundo nas minhas mãos, mas nunca é o bastante... Eu gosto do difícil, da dor, das lágrimas. Eu quero aquilo o que eu não posso ter, eu sou a coluna cervical do Jack. Vou sofrer, não vou mexer um dedo sequer. Não vou foder com a vida de ninguém, a minha já é o bastante. Vou me arrepender, quebrar corações e perder peças.
Mas é assim mesmo. Sempre foi assim, desde que eu aprendi o que é não poder ter algo - no caso, alguém - e saber que a culpa (existe isso?) foi minha. Sempre foi. Sempre é. Sempre será.
A vida é feita de escolhas, George Boy.
O tempo não pára, o mundo não gira no sentido anti-horário. Deus não existe. Você não é um belo e único floco de neve. PARE DE TENTAR SER PERFEITO.
Fazia tempo que eu não me sentia assim. Fazia tempo que eu não mostrava que eu sou assim. Eu sou o sangue derramado do Jack. Eu sou inflamada, sou esquerda, sou singular, sou quem eu quero ser. Menos quem você deseja que eu seja.

"No fim de semana quando ela sai, ela procura coisas novas
Novas drogas, novos homens, pra tentar se fazer sentir
E quando já é de manhã, e ela volta pra casa
Não há nada além de lágrimas, não há palavras pra exprimir
Então ela chora, chora e tenta entender o que acontece,
Mas Madalena não entende..."



 

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