Você conhece aquela tortura chinesa da gota d'água? Funciona assim: Você amarra alguém e coloca debaixo de uma goteira com a água pingando na cabeça dela. No início, só incomoda, mas a medida em que os dias passam, tudo se torna insuportável. A frequencia com que as gotas caem sempre exatamente no mesmo lugar, com o passar do tempo começa a nascer uma ferida. Então, essa é a história da minha vida. Ela se resume em: As mesmas coisas acontecendo repetidamente até que eu não aguento mais e começo a me machucar de verdade. É quando as pessoas olham e acham graça, porque a rigor é só uma goteira, é apenas água, não deveria causar tanto transtorno...
segunda-feira, 27 de junho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Não, não sou um pote vazio pra você encher de lixo.
Morrer dormindo não é bom. Eu queria morrer, sabendo que ia morrer, do que ia morrer e com um flash de 7 segundos de todos os momentos que tive e que não me arrependo. Só quero que não doa. Quero que o Sol tire um dia de luto por mim e que as nuvens chorem minha falta, porque eu reparo nelas e muitos outros não. Quero que seja ao anoitecer ou no amanhecer para que eu possa me despedir da noite e do dia ao mesmo tempo. Quero que seja suave como a queda da folha de uma árvore até o solo. O depois? Não penso nele. Tenho medo do futuro. Se vão me jogar no rio ou me enterrar bem bonitinho, pouco me importa. Seria um cadáver, sem o que há de mais importante, uma alma para ocupa-lo. Serei um peso, um objeto, algo a ser transportado do ponto A ao ponto B.terça-feira, 21 de junho de 2011
Faça sua raiva derrubar os muros
Eu sou assim mesmo. Ora frio, ora quente. Não consigo manter a mesma aparencia. Mas há tempos falta alguma coisa, ou será que eu me deixei levar? Não acredito em deus, em fé, em religião, em macumba, ou qualquer outra "divindade". Gosto de Dance Of Days, de Rancore. Ouço, meu coração aperta e eu choro na fila do supermercado... Não tenho vergonha de quem sou. Mesmo que sempre tenha alguém infeliz com as maneiras de como as coisas vão indo.
Já mudei tantas coisas em mim, venho me adaptando a mim mesma, há mais de dois anos. Confesso que não achei que seria tão difícil... Manias, gestos, palavras. E tudo isso pra quê? Para uma pessoa, que talvez - lê-se com certeza - não mereça. De todos os risos, o que mais esbocei foram lágrimas. De toda felicidade prometida, o que mais meu coração sentiu foi dor, raiva, angústia, tristeza. E como sentir um turbilhão dentro de você mesmo e sequer poder colocar pra fora? "Talvez seja mais peso do que eu possa suportar em qualquer lugar, tentando fingir que não sou eu" - E eu não quero mais carregar o mundo todo em minhas costas.
Eu estou cansada de me sentir cansada. Vejo que por mais que eu tente, as coisas/pessoas não mudarão. A minha dor serve de espetáculo pra muita gente, e esse sorriso que eu carrego é simbolismo de deboche. Eu não vou mais me importar, do mesmo jeito que eu consegui colocar certas coisas nos eixos, eu vou abortar o trem. Não há mais força, não há mais sorriso que se prenda ao meu rosto. Não consigo mais ter peito pra enfrentar toda essa dor gratuita que eu venho sofrendo, essas balas de vitória atiradas sobre mim, a fim de me derrubar, eu sou forte o bastante pra entregar os pontos. É isso que as pessoas querem de mim, ver a minha dor escancarada, vomitada por mim, no meio de todos pra que possam lembrar e encher a boca pra falar o quanto eu errei, o quanto lindo foi o meu fracasso.
Podem me prender, me crucifiquem. Venham, venham todos! O show vai começar! Coloquem a coroa de espinhos, perfurem minhas mãos com pregos! Venham, venham!
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